Autorretratos – Fernando Schlaepfer

Só quero começar dizendo que ele já me fotografou…. Aliás, foi assim que eu conheci esse grande cara, lá em 2014 para alguma ação da adidas com o Arte Core. Ah, mas eu ainda não falei quem é, ne? To falando do meu broder Fernando Schlaepfer. Fotógrafo reconhecido internacionalmente, uma das cabeças do I Hate Flash e que além de skate e bicicleta, gosta muito de se fotografar nas horas livres. Não que ele tenha muito, pelo nível de jobs que a gente acompanha, mas ele dá o jeito dele. 

 

Hoje eu to aqui pra falar de um dos seus trabalhos autorais. Depois da série “365 Nús” que rolou em 2019, onde ele literalmente fez os tais 365 retratos, veio 2020 e o “Autorretratos de Um Isolamento”. Além dos bastidores das divertidas sessões de selfies, ops, digo autorretratos, o Fernando ainda compartilhou dezenas de dicas de edição, pós produção, criatividade e tudo mais que um bom influencer deve oferecer. Mas ele mesmo comenta um pouco mais: “era pra ser uma série de registros que me desafiei a publicar diariamente naqueles dias que eu achava que durariam um mês e pouco, quando ainda chamávamos de “quarentena”. Escolhi fazer isso principalmente pensando que não queria parar de criar imagens nesse período isolado, mas que se era pra manter o tal distanciamento, eu teria que me virar com os cantos do meu prédio e o pior modelo que eu já fotografei na vida (também conhecido como: eu mesmo)”.

 

E seguimos com mais alguns pontos importantes desse projeto: “O mês e pouco virou meses e o desafio acabou virando a melhor ideia que tive nessa bosta de ano, tanto por manter a cabeça ocupada em períodos extremamente difíceis, quanto por abrir um canal maior do que nunca pra trocas de ideias distanciado. Sempre preferi (continuo preferindo!) a conversa ao vivo; sempre usei os messengers da vida pra combinar de encontrar pra falar “na vida real” em vez de ficar escrevendo um monte / mandando mil áudios. Ao mesmo tempo, sempre procurei dar o máximo de atenção pra quem vem trocar ideia pelas redes, mas na enorme maior parte das vezes, essa troca era pra falar sobre coisas técnicas, incentivar, compartilhar o pouco que eu sei – coisa que continuei fazendo também diariamente, tentando sempre gravar os bastidores das criações, abrir os arquivos, falar sobre o processo criativo, mostrar a execução de cada autorretrato, etc –, mas que nesse período também se tornou um canal pra falar sobre o puro suco do caos que estamos vivendo, os motivos por trás de cada autorretrato, ideias, sugestões, desabafos e coisas que nunca havia usado “a internet” como meio. Todo esse processo foi bem importante pra mim por motivos que continuo notando, mas acho que principalmente por me sentir um pouco menos isolado dentro de um isolamento (até onde isso é possível) e ativo me expressando da forma que melhor me comunico, que definitivamente não são palavras.”

 

 

Mas sabem o que é ainda mais legal no meio disso tudo? Este projeto virou um livro, em parceria com a DreamBooks, onde ao comprar seu exemplar o valor é revertido inteiramente para a ONG Comunidade Santo Amaro Contra o Covid. “Eu nunca publicaria um livro só com a minha cara o tempo todo se não tivesse um bom motivo, e temos um ótimo: todo o lucro das vendas será convertido em cestas básicas, produtos de higiene e água para as famílias mais afetadas pela pandemia na comunidade”.

 

 

 

 

 

Corre lá no site, escolha sua versão e contribua: ihateflash.net/zine/autorretratos 

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por. tobias sklar