The history in repeat mode – image

As pessoas que falam que o mundo é pequeno, não desacreditem, é mesmo. Quando os caminhos se cruzam, as pessoas que conhecemos no decorrer dessa vida loca, principalmente a do nosso “Brasilsão” querido, pode ter certeza que não é somente o acaso, e sim muito da nossa prospecção para que essas magias aconteçam. Conheci o Pjota nem lembro aonde, mas o seu trampo eu conheci em adesivos da Volcom de artistas de uma época muito foda do skate nos últimos anos. Acho que foi em 2010 isso. Vários camaradas foram conhecendo ele e sempre falavam muito bem. Seu trabalho de pintura chama atenção de muita gente, ele transita em meios que podem ser considerados acadêmicos, e muito bem conceituado, e assim como muito bem em lugares mais comuns como um adesivo, uma estampa de camiseta ou um shape.

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Foi uma abertura muito foda, uma galera de vários lugares de mundo. Bélgica tem disso, além de uns 4 idiomas oficiais, geograficamente ela no centro da Europa. Não é atoa que lá se encontra todo o lançe de união europeia. Um país neutro, fora de guerras mas que sofre atentados por ter todo o esquema da Europa em Bruxelas. Troquei uma idéia com ele pelo whatspp, nada mais popular hoje em dia.

 

Quando e como surgiu a idéia da sua exposição que abriu semana retrasada na Mendes Wood em Bruxelas?

A ideia é antiga, o título dessa exposição apareceu pela primeira vez em uma pintura de 2015..  Explicando brevemente, a exposição trata de questões históricas caminhando pelo que se conhece como cultura marginal e cultura intelectual, dentro de padrões pré-moldados.

Você viajou antes para ver o espaço e também captar alguma atmosfera da cidade?

Sim, passei 10 dias em Bruxelas em novembro do ano passado

Em sua pesquisa, pra mim fica claro um certo tipo de humor e ironia,  com ícones clássicos da arte e da cultura de massa. O que você tenta passar através desses últimos trabalhos?

Sim existe uma relação irônica entre os elementos escolhidos em muitas das obras, essa relação se da de forma irônica quase que como um jogo de clichês que se relacionam com a história e construção de diferentes civilizações.

Os trabalhos abordam temas sócio culturais, botando em discussão o peso entre o low e o high culture, e de forma metafórica tratam de noções de poder.

O vídeo que você apresentou tem vários shows de rap / funk que você foi. Você acha que essa cultura mainstream e a enxurrada de informações hoje em dia estavam presentes de que forma no passado?

O rap e o funk sempre estiveram presentes na minha vida, principalmente o rap, pelo meu envolvimento com a cultura hip hop quando adolescente… No passado o rap era um movimento totalmente marginal, e ainda continua sendo marginal dentro da cultura intelectual brasileira, apesar de já ter alcançado o mainstream.

No passado o nível e a quantidade de informação eram menores.

 

Tem algo que você gostaria de ter feito e desistiu, ou não conseguiu fazer?

Não, essa exposição foi a oportunidade que tive de fazer tudo que eu já tinha vontade de ter feito em outras exposições que não consegui, o espaço proporcionou percorrer por linguagens diferentes das que eu geralmente me apoio.

 

Você andava de skate? Lembro de uma colaboraçãoo sua com a Volcom e foi quando conheci seu trampo. Como foi?

Andava pouco, na verdade tentava andar, mas nunca fui bom. Com a Volcom foi um concurso de estampa que me inscrevi e fui um dos ganhadores, ai começou a história.

 

Que foda. Você quis dizer que dali começou que história com a “arte”? Foi um trampolim para algo?

Dali começou minha história com a Volcom, não foi um trampolim pra arte de fato, mas sim pro mundo do skate, conheci muita gente através disso, aqui e na Volcom na California.. Foi uma ponte para boas amizades.

 

Fotos e Texto por: Renato Custodio