Intervenção na capa: Gizo Nomura

 

A paulista Gizo Nomura foi uma das artistas convidadas para realizar uma intervenção na capa branca da Vista A.D.D. Hoje com 22 anos, Gizo conta que sua relação com a arte começou desde cedo, em tudo o que vive, procura a arte para sentir-se confortável.

“Durante a infância, chegar em casa e ficar o resto do dia no quarto desenhando era a melhor sensação, meu melhor refúgio e onde eu mais me desafiava.” Conta a artista.

 

 

Ao decorrer de sua infância e adolescência quando começou a desenvolver mais sua identidade, Gizo se aproximou mais do cenário urbano, chegou a fazer um curso de pintura e até um ano de Artes Visuais.

Gizo conta que, atualmente, se inspira na Arte Naïf brasileira e tem Djanira e Edivaldo como referenciais. Também fala sobre a cena do graffiti brasileiro que há inspira tanto quando a arte sacra e diz que esses dois universos coexistem dentro de seu trabalho.

 

 

 

“O trabalho da Celia Jacobs pra mim é sensacional, tudo nele me encanta. Sou apaixonada pelas abstrações de Hilma Af Klimt, Kinda Khalidy e Heather Day, desde a paleta de cores até a composição dos mínimos detalhes ocasionais.”
Sobre os sentimentos e valores que vê e tenta passar em seu trabalho, Gizo nos conta.
“Tento passar a profundidade dos meus sentimentos, sendo sempre muito guiada pela intuição em cada gesto. Retrato a força feminina e todo o seu poder de criação e busco transitar entre as atmosferas figurativa e abstrata, reconhecendo que os opostos se completam e que o acaso encaixa perfeitamente cada elemento.”
Sobre as técnicas que utiliza durante seus processos de pintura, a artista nos diz que curte misturar e brincar com as várias técnicas e que se sente completa quando explora os diferentes materiais com processos de criação espontâneos e despretensiosos, seja na rua ou em telas.
Para ilustrar a capa e  da Vista A.D.D. Gizo pensou em uma estética divertida que conectasse as colagens urbanas com elementos minimalistas, além de utilizar técnicas mistas com spray, tinta acrílica, giz pastel, sticker e marcador à base de água. Explorou também a colagem de uma fotografia analógica autoral dialogando com uma mensagem sobre “despertar”.