Malo Twist – Malick Sidibé

Por. Maurício Pokemon

Cheguei em Paris e fiquei em Gennevilliers, um lugar cheio de imigrantes e bem afastado do glamour turista da cidade. Depois de uns dias ali, fui na exposição “Mali Twist”, do Sidibé na Foundation Cartier por l’art contemporain e me desloquei dessa cidade fria para Bamaco, capital do Mali, onde Malick Sidibé fincou um estúdio e fotografou os traços do povo malinês, com todas suas características e cultura.

 

 

A exposição traz uma linha do tempo do africano e mostra o trabalho grandioso feito por ele, principalmente na década de 60, onde retratou sua geração e a nação jovem orgulhosa por ser um povo recém liberto. As fotografias de Sidibé revelam uma verdade de sua vida em meio aquelas pessoas. Isso fica muito explícito em seu trabalho, como nas séries feitas em seu estúdio, com cenários que ele não escondia o limite da improvisação, dos tecidos pendurados como fundos, etc. Vi também as fotos feitas nos bailes noturnos, onde os movimentos feitos pelos jovens negros dançantes chamava bastante atenção de Malick, que preferia fotografar a dançar, por ter uma certa timidez. Essa viagem pelo seu trabalho me tirou do lugar de conforto. Foi como visitar muitos jovens negros de Gennevilliers, uma ida a Bamaco, nas suas raízes e lugares mais bonitos, mas assombrados por muito tempo de ataques ao longo da história, inclusive pela França, que durante 80 anos colonizou esse povo.

 

 

O fotógrafo morreu aos 80 anos, em 2016 e durante seu trabalho integrou coleções como a do MoMA e a Coleção de Arte Contemporânea Africana e acumulou prêmios como o World Press Photo, Leão de Ouro da Bienal de Veneza e o Prêmio Hasselblad.

 

 

Serviço:
Exposição Malo Twist – Malick Sidibé
20 de Outubro de 2017 à 28 de Fevereiro de 2018
Foundation Cartier por l’art contemporain
Cartier Corporate Patron
261, Bvd Raspail, Paris/França

A Morte do Impresso

A morte é um período transitório. Não um ponto final. Precisamos aceitar as mudanças. Elas são boas. Significam novas possibilidades. E são estas partes que vão pavimentando o caminho da evolução. A Vista como você conhece, termina agora. Sem choro, nem vela. Mas tranquilo, nossa alma, segue viva e ativa. Você pode nos ver e reconhecer em tantos espaços que nem imagina. E seguiremos por esses caminhos da vida.

Dito isso, façamos como a sabedoria dos hermanos mexicanos nos ensinaram e vamos comemorar num dia onde tudo se encontra. A vida e a morte, o real e o mágico, o conteúdo e a produção. Uma revista, um evento. Você! Sim, a parte mais importante para que tudo faça sentido

Vamos ocupar a rua!
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16.12 - 15h | Casa da Vista - SP