TEXTO: Tobias Sklar
Antes de executar o projeto da revista, pensamos em buscar parcerias comerciais. Mas, tanto eu como o Aurélio e os outros envolvidos no projeto estávamos loucos para por este projeto na rua, sem ter que depender de terceiros e com total liberdade editorial. Queríamos soltar a “Voz” mostrar que tem muita coisa boa no skate que dificilmente se enquadraria nas outras revistas, e que a nossa localização geográfica não impende de gerarmos um conteúdo interessante nacionalmente. Este objetivo foi alcançado. Agora já estamos trabalhando na segunda edição e ajustando os detalhes para buscar parcerias.
Família e amigos. A família por avisar que quem coloca o dedo na tomada leva choque, e mesmo não compreendendo respeitam a minha decisão em levar este choque. Os amigos que tenho dentro ou fora do skate são muito verdadeiros no que fazem e isto me inspira. Hoje no skate, vejo muita gente que anda ou que andava pensando apenas em si e não mais no skate como um todo sabe? Os caras ficam brigando por uma fatia ou invés de fazerem o bolo crescer. Olha você (Tobias), o Xande e o Samelo aí na Vista, desde que comecei a colaborar com vocês passei por várias fases, e agora estou dando as caras com uma revista do mesmo seguimento e a primeira coisa que fizeram foi me abrir mais esta porta. Isto é motivante!

É algo peculiar, diferente do que rola em outras regiões. Em Goiânia tem uma galera “Raçuda” andando de skate e com uma boa interação com o universo musical, festivais independentes de rock, selos e gravadoras undergrounds são coisas bem fortes por lá. Estou conhecendo mais as outras cidades do GO agora com a Voz e tenho ficado bem surpreso. Já o DF, sei que muita coisa boa vai sair daqui e vai dar o que falar. Enfim, um dos fatores que me fazem estar aqui é acreditar na cena local.
No meu caso a maior alegria é o reconhecimento, ver que tem pessoas que admiram e respeitam o que faço. Isto faz sentir que o meu sofrimento não é em vão. A maior dificuldade está em ser realmente valorizado e recompensado pelo que faz. Tem muita gente em busca de espaço, e o nosso mercado ainda não é sólido o bastante para absorver tudo de bom que está surgindo fazendo com que alguns entusiastas acabem se prostituindo.