Respeito ao profissional de skate

Um dia desses estava conversando com um amigo e começamos a falar sobre os profissionais de skate do Brasil que por centenas de motivos tem que deixar o skate um pouco de lado para se dedicar a família e as responsabilidades do dia a dia, pois o que ele consegue com o skate não supre as necessidades básicas dele e de sua família.

São tantos que nem vale listar aqui, não que seja um problema ter que dar essa mudada no rumo da vida além do skate, mas comecei a pensar nisso de como o mercado de skate não sabe ainda como lhe dar com essa situação – os skatistas mais antigos ou que o mercado não suporta. Não só no Brasil, mas também, em vários países, isso é uma realidade nova ainda, mas que obviamente com o passar dos anos só vai crescer, afinal todo mundo fica mais velho a cada minuto. Logo mais vai ter mais old school do que tudo nesse mundo do skate.

Mas existem exceções e, lembrei do caso do Alexandre dos Santos, mais conhecido como Tizil. A gente viajava muito no final do anos 90 e começo dos 2000 fazendo demos e tours por todo Brasil, fora as sessões em que a gente sempre se encontrava no centro de SP e vários outros lugares pelo interior de SP. Pouca gente sabia, mas ele foi o primeiro Pro brasileiro a ter um tênis assinado, pela Drop Dead, seu patrocinador na época. O legal foi que esse ano a marca relançou o modelo dele contando essa história toda. Mesmo o Alexandre não sendo da marca a tempos e estar trabalhando direto também fora do skate pra cuidar da vida.

Já era para eu ter escrito sobre isso uns tempos atrás, mas essa conversa me lembrou que teve essa atitude de respeito de uma marca para com o história de um dos skatistas antigos deles e eu achei muito nobre, e raro, nos dias de hoje. Parabéns pro Alexandre por andar de skate até hoje com o estilo cabuloso de sempre, parabéns também a Drop Dead por ter essa postura e servir de exemplo a outras marcas por aqui.

Viva a história do skate brasileiro Sempre!

 

Por. Flavio Samelo