Wagner Olino

30 anos, nasceu e cresceu em São Paulo Capital, formado em artes plásticas.

 

 

Wagner participa do circuito de arte contemporânea há mais ou menos 10 anos. Durante este período, fez sua primeira exposição individual em 2018 como artista convidado do projeto MECAintro. Além disso, participou de diversas exposições coletivas em museus e galerias, entre elas o Museu de Arte de Ribeirão Preto e as galerias LOGO, Fita Tape e Prego. Em 2019 com mais dois amigos artistas organizaram a coletiva “BAMBA” no espaço BREU com o intuito de divulgar e criar contexto para a produção de jovens artistas. Além disso, trabalha como produtor de cenografia na indústria do audiovisual.

 

 

Desde pequeno sempre gostou de desenhar e criar seus próprios personagens, e até hoje a sua obra é muito influenciada pelas experiências que teve durante a infância e adolescência. Sempre interessado e curioso pelos produtos e personagens da cultura pop e de massa, e sobre os seus significados e propósitos. E assim suas referências foram sendo formadas, entre os Cybercops e Power Rangers, passando pelos desenhos animados da Cartoon Network, pelas HQs dos X-men e Homem Aranha, pelos jogos de videogame como Mortal Kombat, Resident Evil e DOOM e por aqueles personagens que habitam as embalagens de gelatina e biscoitos recheados. Além disso, as diversas vertentes do metal, punk e hardcore, influenciaram muito na forma como ele vê o mundo.

 

 

Desta forma, já adulto e em contato com as questões da arte moderna e contemporânea, foi desenvolvendo a sua produção através da combinação desta memória visual com as suas próprias vivências. Sempre interessado em contrapor esses dois mundos, de modo que ele sempre infiltro sentimentos de culpa, dor, solidão e/ou angústia nesse universo de referências infantis. E por este motivo, há sempre uma perturbação e inquietação em suas obras, seja nos personagens, seja na forma como a imagem é pensada, ou na forma como a linha se comporta, essa inquietação/perturbação faz parte do seu processo criativo. Deste modo, para ele produzir, tem uma relação muito próxima com resolver “problemas”, sejam de ordem gráfica ou emocional.

 


 

O seu lado artístico está muito ligado a tentar ordenar um barulho, em tentar equalizar/acalentar várias frequências desarmônicas/inquietações  em um uníssono quase compreensível, pois apesar de existir uma preocupação com a sua mensagem, não quer negar por completo os ruídos e chiados que cada elemento traz consigo. Assim, o percurso de criar uma obra é muito intrincado, cheio de erros e acertos, de indecisões e certezas, ele gosta de manter essas características no produto final, pois, para ele, o significado das obras estão muito mais relacionado a transmitir uma sensação, do que em passar uma mensagem clara e direta.

 

 

A imagem muitas vezes é um quebra-cabeça torto e derretido em que as peças vão sendo coladas e sobrepostas. Onde, a ideia original já foi há muito tempo perdida, mas você ainda tem informações dela ali, e a partir da soma deste amontoado de fragmentos e informações surge à obra. E cada obra vem cheia de emoções, vivências e aprendizados.

Veja mais do trabalho de Wagner Olino

“A indicação de artista do Wagner para a próxima conversa é @maylagoerisch