Conterrâneos Estrangeiros – o trampo multiplataforma de RROCHA

Publicado em 20/09/2021

O gaúcho RRocha tem uma veia artística que abraça alguns lados: o da fotografia, do design e da música, e no seu primeiro trampo solo, o Conterrâneos Estrangeiros, ele nos traz tudo isso! 

RROCHA começou a trampar em cima das ideias em 2017 e lançado agora em 2021, o projeto é um álbum, um livro e alguns filmes, tudo guiado pelo som das músicas, pelas letras e pelos temas abordados durante a produção da tríade. Claro que com esse tempo, os caminhos iniciais mudaram um pouco e teve um advento que também influenciou os rumos: uma coisa pequena e quase insignificante chamada pandemia do COVID-19 (contém ironia).

Sobre o projeto na pandemia, Rafael comenta: 

O projeto começou em 2017, na real, comecei a compor nesse ano porque trata sobre uma fase que passei nestes anos. Em 2019 foi a gravação de fato! O que aconteceu foi que no começo da preparação de tudo, o livro era pra ser um zine menor, mais artístico, mas a história foi ficando grande e as coisas tão prolixas que ele virou um livro!

Quando estourou a pandemia em março de 2020, resolvi dar um tempo pra lançar tudo e com certeza a quarentena influenciou de várias formas, até mesmo pra criar alguns contos que tem no livro. Tem uma frase também que falo no livro: “2020 não foi um ano de isolamento, a gente já estava isolado, cada um dentro de si”.

O fato da gente entrar nesse isolamento involuntário fez com que aflorasse a criatividade e que eu conseguisse expressar de uma maneira diferente.

Apesar da grande produção multiplataformas, esse é o primeiro projeto solo do músico, que é integrante do Wannabe Jalva, banda de Porto Alegre que está na cena desde 2011. Sobre ser um projeto solo, Rafael diz que é um cara de banda e que, apesar de ser um trampo mais voltado pra si, toda contribuição faz o projeto ser coletivo:

Um ponto engraçado é que esse projeto não nasceu pra ser solo, nunca gostei muito dessa definição de artista solo. Eu sempre fui o cara da banda, música sempre foi algo coletivo pra mim, aquela parada de “vamos sentar e fazer um som”, sabe?

Esse projeto ocorreu de ser solo, era pra ser junto de uma amiga, a Camila, mas ela precisou fazer os corres dela e acabou sendo solo. Eu nunca tinha feito algo sozinho com música, então teve uma barreira a mais pra ser quebrada! 

A principal diferença entre fazer solo e com banda é essa vontade de querer trocar com outras pessoas, seja com seu produtor, com as pessoas dos filmes que fizemos, enfim, procurei trocar bastante ideia pra construir o todo de uma forma que fosse verdadeira pra mim e que eu me sentisse seguro pra colocar pra fora, sabe?

Existe uma liberdade maior pra ser quem se é em um projeto solo, é um projeto onde me exponho de uma maneira bem verdadeira. Mas uma coisa soma na outra, as falas e as pessoas que se envolveram também somaram pra formar o projeto que é hoje.

O EP foi gravado em Los Angeles, Rio de Janeiro e São Paulo e conta com 6 faixas com participações dos rappers Zudizilla e Ramonzin.  Os clipes tem direção e roteiro de RROCHA, Antônio Torriani e Gabriela Mo e foram gravados em Pelotas e no Rio de Janeiro. Já o livro tem referências de zine, fotos dos clipes, ensaios e as letras das músicas.

 

O Rafael comentou sobre cada braço do projeto:

As três mídias trabalham em timelines diferentes, o que é interessante. O disco permeia o livro e os clipes são o começo de onde o livro acaba. Na narrativa, o fim dos textos é o começo dos clipes e as músicas estão em volta de tudo. Tudo se completa, na verdade! 

O livro tem as letras das músicas e os ensaios dos filmes. É a base, o centro narrativo, dá a base para as histórias e é o pano de fundo para as músicas e vídeos.

É muito louco pensar isso, mas a música não precisa da imagem tanto quanto os filmes precisam da música. Então quis criar um ambiente onde todas essas narrativas se completassem! 

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Ouça o EP Conterrâneos Estrangeiros aqui:

 

Veja os clipes aqui: