Conversas Cretinas – EP.05

Publicado em 11/10/2021

O Conversas Cretinas, nesse episódio, vai pras veias nerds do skate brasileiro, juntando o skatista e multiartista Klaus Bohms com o historiador e professor Leonardo BrandãoFlávio Samelo comanda tudo e tem várias discussões super pertinentes no skate atual!

No começo, apresentando os caras, falamos do Café no Klaus, o podcast do Klaus Bohms que chama uma porrada de gente maneira, do skate e de fora dele, pra papos super interessantes. Só não é mais legal que o nosso (hehehe).

Falamos também do Léo e da sua veia acadêmica. Ele dá aula na Universidade Regional de Blumenau e já escreveu alguns livros bem importantes do skate brasileiro, como o Para além do esporte: uma história do skate no Brasil, e o Skate e Skatistas, com Tony Honorato.

O Léo é historiador e não memorialista. Ou seja, trampa com história-problema e não com memórias de um local ou de algo. Então ele pega as situações e tenta trazer respostas e soluções pra diversos conflitos e/ou questionamentos, seja no skate ou fora dele. Bem louco!

Lembramos do evento Reinterpedra, que a VISTA fez junto do Klaus no Red Bull Station, em São Paulo, dando foco na história do Vale do Anhangabaú de forma artística. O evento ocorreu meio às reivindicações dos skatistas para continuarem a terem espaço skatístico na reforma do Vale.

Disso os caras puxaram a lembrança de quando o Klaus conheceu o Samelo há uns 20 anos no Sesc Belenzinho, em São Paulo, na primeira vez da vida dele que um fotógrafo o abordava pra tirar foto dele andando de skate. Detalhe: o Klaus levou o campeonato de street e o de mini ramp nesse dia, tá?

O Léo falou também do Ocean Howell e de outros pesquisadores de skate do mundo todo.

O Ocean foi um dos primeiros skatistas a andar leve no solo, no fim dos anos 80, e foi bastante influente no street skate.

 

Mas também, como contraponto e como uma discussão muito legal, o Samelo trouxe a ideia do skate nas Olimpíadas e a conversa foi longe nesse assunto! Tem quem goste, quem não goste e tá tudo bem. Você curte ou não curte o skate nas Olimpíadas?

Outra discussão interessante foi sobre as pessoas que pararam de andar de skate. O Léo trouxe o exemplo do Alexandre Ribeiro, que é um dos nossos skatistas favoritos de todos os tempos, e o papo seguiu tentando entender como uma pessoa deixa de lado o mundo do skate pra viver outras coisas.

Mas tem também quem está mais velho e tem ideias novas andando de skate, assim como Klaus citou do Alexandre Zikk Zira, que tá andando MUITO, principalmente no memorial do Vale do Anhangabaú.

Foi uma conversa bem legal, pensando em vários âmbitos do skate atual. A gente termina com a frase do Klaus: “o skate existe porque o esporte não basta”. E é por aí mesmo. 🙂

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