Rapa nui – a entrevista

Na Vista 067 começamos a contar a intrigante história da ligação entre o skatista Victor Sussekind com a Ilha de Páscoa, ou melhor, Rapa Nui. Depois da matéria na revista, tivemos uma exposição com as fotos do Vitinho e também o vídeo que produzimos em parceria com Kato Higuchi, contando mais detalhes sobre a viagem.

Porém, o assunto foi despertando tanto interesse nosso, e de todo mundo que acabava tendo contato com a história e/ou com o Vitinho, que pedimos para os amigos dele que entendem de monumentos megalíticos, arqueoastronomia e quilocosmos, entre outros temas, assumirem as perguntas da entrevista.

Venha nessa e entre numa nova dimensão!

Renato Custodio: Quando decidiu ir para a Ilha de Páscoa, você comentou algo sobre ir de navio militar… uma coisa assim. Como foi? Existe esse esquema? E como foi a viagem de ônibus de Floripa até Santiago do Chile?

No começo eu queria ir de barco. Existe um navio da armada chilena, o Aquiles, que sai de Valparaíso duas vezes ao ano. Mas para ir desta maneira é preciso mandar uma carta com antecedência e apresentar um motivo especial para embarcar. Como eu não queria esperar, fui de avião mesmo, mas ainda quero ir pelo mar – um dia, quem sabe, eu consigo. Acho que a terceira vez que eu for vai ser navegando.

E sim, fui de ônibus até Santiago do Chile saindo de Florianópolis. Cheguei em Santiago dois dias antes do meu vôo para a ilha, foram duas noites dormindo no ônibus. Um pouco cansativo, mas valeu muito a pena. Quando o ônibus cruza a Cordilheira dos Andes é uma experiência incrível. Ali, todo o cansaço de estar sentado durante horas é recompensado.

Renato Custodio: Por que a ilha se chama Ilha de Páscoa? Rapa Nui seria o nome de origem dela? É isso?

Os nomes mais antigos conhecidos da Ilha de Páscoa são Te Pito o Te Henua (que significa “umbigo do mundo”) e Matakiterani (“olhos que miram os céus”). Existem outros nomes também, mas até onde eu sei esses são os mais antigos. Rapa-Nui é o nome da língua falada na Ilha de Páscoa, e também o nome do povo. A ilha carrega o nome daqueles que lá habitam. Rapa-Nui significa ilha grande ou grande remo… A língua Rapa-Nui não possui palavrões e nem expressões como “por favor” ou “desculpa”. Para palavras de baixo calão, as pessoas usam o espanhol.

Muita gente sabe que a Ilha de Páscoa carrega esse nome por causa do capitão holandês Jacob Roggeveen, que a “descobriu” na páscoa de 1722 e batizou a ilha com esse nome. Mas o que ninguém sabe é que, quando aportaram na ilha, desceram 100 homens armados. Os nativos cercaram a tripulação e estavam muito entusiasmados e curiosos com a presença daqueles homens. Mas eles então dispararam fogo e mataram 15 nativos inocentes. O nome Ilha de Páscoa, assim, carrega 15 mortes. Por esses motivos, não acho digno chamar a ilha por este nome. Nada tem a ver a ilha com a páscoa. E sim, Te pito o Te Henua – Rapa Nui’e!

Por outro lado, é de se esperar um nome como Matakiterani: a ilha fica isolada, no meio do Oceano Pacífico. O céu acende à noite e lá estão os Moai, fixos, olhando para o céu.

rapa-nui_sussekind274

Fernando Granja: O que são os monumentos megalíticos e o que é arqueoastronomia?

A expressão vem do grego mega=grande e lithos=pedra, o que significa literalmente pedra grande. São construções monumentais com base em blocos de pedras rudes, típicas das sociedades pré-históricas. Com função social fúnebre, de culto, ou ainda como antigos calendários, os monumentos marcavam as mudanças de estações e posições astronômicas significativas. Existem diversos tipos de monumentos megalíticos: pirâmides, estátuas, plataformas monumentais como as de Baalbek e Sacsayhuaman, cromeleques ou cromlech, que é o conjunto de diversas pedras coloridas de pé (menires) dispostas em um ou vários círculos, em elipses, em retângulos, em semicírculo ou ainda estruturas mais complexas (como o cromeleque dos Almendres). Tem os trilinthons, que são duas pedras colocadas em vertical e uma horizontal por cima. O mais famoso trilinthons é o de Stonehenge.

Os Dólmens, que são monumentos megalíticos em forma de mesas ou altares, derivam do bretão dol=mesa e men=pedra, e são colocadas na horizontal e vulgarmente chamadas de mesa de pedra. As pedras colocadas verticalmente são conhecidas como menires, do bretão, men=pedra e nir= longa, chegando às vezes a alturas bem elevadas. Também chamadas de perafitas, do latim, pedra fixa. Diz a tradição que as pedras colocadas verticalmente são associadas ao aspecto masculino, já as horizontais ao feminino, revelando a interação com o masculino/feminino ou solar/lunar.

Mas estes conhecimentos não se limitam somente a esses pontos de vista. Não devemos interpretar simplesmente com a nossa visão tridimensional. As datações feitas hoje em dia sobre quando foram construídas são todas incertas. Os monumentos megalíticos fazem parte de um conhecimento muito maior, eles também assinalam os plexos de energias telúricas do planeta, como se fossem uma acupuntura global. Há um conhecimento que está sendo estudado que se chama Linhas Ley, definidas como o aspecto cristalino consciente do fluxo eletromagnético: linhas e correntes que cruzam o planeta em forma de rede. Linhas Ley são fluxos “treinados” de energia eletromagnética e, para fins de comparação, dá para dizer que elas atuam como o sistema nervoso do planeta vivo.

Contudo, eles são cronômetros contendo a matemática estelar, mas não podem ser completamente entendidos pelo homem sem as escrituras que revelam os eventos específicos na Terra e no espaço ao quais o homem deve se ajustar. Até que ele o faça, ele não poderá entender as especificidades dos calendários-cronômetros em pedra.

O homem precisa entender o quilocosmo e sair do aprisionamento de estar dentro de seu conceito linear de milênio, que, na sua realidade, permanece em um cosmo fechado de mil anos de espaço estático. Estes conhecimentos representam as malhas estelares magnéticas para as forças geofísica, mental e espiritual que envolvem o planeta, que são usadas pelas “Ordens de Luz”, em sincrossimilitude, a fim de implantar o conhecimento na inteligência do mundo.

Essas áreas são controladas pelo “Magnetismo das esferas”, que imprime um modelo magnético final sobre as estruturas de vida biogravitônicas. Em outras palavras, essas estruturas são “pacotes de energias” biológicas semeados ao longo dos arcos magnéticos de interseção de um dado planeta.

[three_fifth_last] “As pedras são os seres mais sábios que existem, toda a sabedoria universal está gravada nelas. Quanto mais você entra em contato, mais sábio será. Essas pedras são bibliotecas vivas que contêm os arquivos Akashikos. As pessoas que convivem com essas pedras serão muitíssimo saudáveis e longevas” (Maestra Laytao)[/three_fifth_last]>

A arqueoastronomia estuda a orientação desses sítios antigos em relação a alinhamentos produzidos com o sol, lua, constelações e planetas. Denotando desde aquela época um conhecimento preciso do movimento do planeta em relação aos astros, e a relação das precessões equinociais. A arqueoastronomia requer a colaboração multidisciplinar de especialistas em astronomia, antropologia, história, arqueologia, entre outros. É uma ciência nova, mas significativa e reveladora de um conhecimento ancestral esquecido”.

rapa-nui_sussekind285

Fábio Cristiano: O skate que te trouxe essa curiosidade pelos monumentos megalíticos? Qual a relação?

A curiosidade veio de um documentário que assisti quando estava na quarta série do colégio, chamado “Gigantes” no Discovery Channel. A relação, eu acho, é trazer um novo conhecimento para compartilhar junto com os irmãos do skateboarding. Me inspiro nesses conhecimentos e nessas energias para andar de skate. Observo no litoral catarinense o encaixe dos equilíbrios das pedras sobrepostas e isso fascina a nossa mente e me dá muito ânimo para sair por aí andando (risos).

Klaus Bohms: Quem você acha que construiu as esculturas?

Uma lenda oral recolhida no século passado diz que os primeiros habitantes da Ilha foram os sobreviventes da primeira raça do mundo. De cor amarela, muito altos, com braços compridos e tórax corpulento, também tinham orelhas enormes (mas sem lóbulos distendido), cabelos muito louros, corpos sem pelos e brilhantes. Não conheciam o fogo. Essa raça existiu também em duas ilhas da Polinésia. Para Matakiterani vieram de barco, de uma terra para lá da América.

Há muitas pessoas que olham para aquilo, que elas consideram mistérios, e dão como única solução que criaturas do espaço teriam vindo para a Terra durante um tempo, movido as rochas e então ido embora. Ou que uma super tecnologia avançada foi aplicada temporariamente para construir um monumento para um rei – e então eles foram embora. Os antigos da ilha moveram as pedras sendo inteligentes e espertos. Como o ser humano moderno o faria? Com uma máquina, com uma invenção que ajudaria a levantar as coisas com polias e cordas – e eles não tinham nada disto. Então como faziam? “Bem… É claro, precisavam ter ajuda do espaço”. Mas se há pessoas que acreditam nisso, gostaria de dizer que podem estar insultando o conhecimento de uma civilização muito grandiosa.

A história pode ser um pouco diferente do que as pessoas imaginam: os historiadores modernos apenas conhecem o que eles pensam que conhecem. Há três ou quatro camadas de civilização que não são nem mesmo conhecidas por nós neste ponto. Os antigos da ilha colocaram a consciência de seus ancestrais dentro das pedras.

[three_fifth_last]Vocês acham que isso é apenas uma história? O que você sabe sobre a intenção e a consciência? E se disséssemos que estes dois atributos foram melhorados há milhares de anos, além do que são hoje? Será que isso é demais para as pessoas acreditarem? Vocês pensam que talvez exista a consciência dos ancestrais nas rochas? Tal coisa é possível? E se fosse?
[/three_fifth_last]

Deixe-me dar a você uma história: vamos dizer que você é de Rapa-Nui. Vamos imaginar que você caminha e se aproxima de um Moai, e imbuído naquela rocha não está apenas um, mas muitos de seus ancestrais, colocados lá de uma forma que você não compreende – mas sabe que é possível. E naquela rocha está seu bisavô, ele vive lá, você ouviu histórias dele – o que ele fez, quem ele era. E você nunca o encontrou, até hoje. O que você diria? Qual seria a postura do seu respeito?

Você sabe que ele não pode falar com você da maneira como você fala com ele, mas talvez ele possa pelo que nós chamamos de intuição ou inteligência inata. Seus olhos estão abertos observando você, com uma promessa de que ele nunca irá embora. Quanto tempo ele permaneceria lá, absorvendo a energia do seu próprio passado em seu corpo biológico? Qual seria a mensagem dele para você? É simples.

Então peço que, ao verem o primeiro Moai, esteja ele de pé ou caído, percebam o que está nele, sua intenção e inteligência. Não é apenas uma tradição, parte do mistério é a inteligência do atributo que está na pedra. Turistas comuns podem senti-lo, embora possam pensar que estão apenas olhando para a história. Mas o tempo todo os ancestrais estão conversando com eles.

rapa-nui_sussekind231

Fernando Granja: Você tem uma ligação muito forte com os monumentos e eu consigo ver traços das pedras na sua própria fisionomia: olhando você meio de perfil parece que seus ossos têm curvas muito semelhantes com as pedras. Já pensou que em outras vidas você pode ter participado do processo de construção dos megalíticos?

(Risos) Eu não me acho parecido com as estátuas… mas si tu dixx… (risos). Como já me disseram isso outras vezes, acredito que talvez possa ser verdade. Uma vez foi dito que fiz ou faço parte dos geoconstrutores, acho que estas informações ainda estão por serem reveladas mais profundamente.

Klaus Bohms: Qual a sua teoria a respeito de as estátuas serem todas iguais? Qual a fixação que os autores das esculturas tinham por essa imagem? Por quê?

As estátuas não são todas iguais, mas elas têm a mesma face. E não representam as faces das famílias que estão imbuídas neles. As faces mais comuns nas estátuas da Ilha de Páscoa também existem em outras partes do mundo: algumas eram primitivas, mas todas eram tentativas para conseguir a face final. Em grande maioria, as faces dos Moai são iguais.

Existem aquelas das praias, que estão em cima das grandes plataformas e situadas nas proximidades das baias. Todas estas já foram tombadas: em época de conflitos, algumas partidas e poucas restauradas e erguidas novamente (o governo chileno não restaurou nenhum sítio arqueológico na ilha). Depois vêm as outras, tenebrosas sobre a falésia do vulcão Rano-Raraku. Com as orelhas mais longas e um rosto diferente, estão ainda de pé meio soterradas. Ali mesmo há muitas outras que continuam completamente embaixo do solo.

[three_fifth]Todos os Moai de Rano-Rarako são sagrados e fitam uma parte do mundo sobre a qual têm poder e responsabilidade. É interessante saber que todos os Moai que fitam o Sul guardam as forças dos ventos do Antártico e transmitem seus poderes a uma enorme pedra vulcânica vermelha que delimita o triângulo das ilhas do Pacífico.

Mas, acredito, há outras estátuas que estão olhando para algo um pouco diferente do que as pessoas imaginam, até mais grandioso. Com seus olhos curvados, eles rastreiam a própria vida – que não é uma linha reta, mas que faz uma curva ao redor e começa novamente. Eles estão olhando para o pós-vida com seus olhos abertos. É o honrar da própria morte. Não o fim, mas um início.

Há uma grande mensagem de que Rapa-Nui pode ser muito mais grandioso do que já imaginamos, muito mais antigo do que já percebemos. O que falta nas culturas modernas hoje em dia, é aquilo que as estátuas representam: aquilo que é sábio, que vem daqueles que viveram antes.[/three_fifth]>

Já é tempo de a dita civilização moderna encontrar alguma forma de honrar aqueles que vieram antes, com o conhecimento de que no início havia uma sabedoria maior do que há hoje. O início de Pachamama para todos (e a compreensão do que isso significa) mudará a consciência no planeta. Agora, agradecemos por nos permitirem dar essa mensagem em um lugar sagrado. E nós prometemos: vamos nos aproximar das estátuas com o respeito que elas merecem. E assim é!

img_4461

Marcelo Dohdoh: O que mais te chamou a atenção na ilha?

Que a ilha de Matakiterani fornece evidências convincentes de que a realidade pode ser mais estranha que a ficção…(risos). Em primeiro lugar, o que mais me chamou a atenção foi a qualidade do ar e a cor da água – de um azul turquesa que eu nunca vi. Outra coisa que me chamou muita atenção foi observar a mestria do traço dos Moai, é de arrepiar a espinha.

Marcelo Dohdoh: Quais forças você acredita que estão ancoradas nos Moais e na ilha como um todo?

Forças geofísicas, magnéticas, telúricas, geocosmobiológicas… Além disso, os arcos e ângulos de luz dos planetas e estrelas alimentam e influenciam as áreas de concentração de energia telúrica (que são chamados de vórtices elétricos ou externos) que recebem luz-energia de fótons de luz estelar e solar, bem como das malhas de rede planetárias e de dimensões mais elevadas.

img_4462

Marcelo Dohdoh: Você acha que alguma coisa ainda está para ser revelada sobre esse lugar?

Sim, ainda há muita coisa para ser descoberta, existem muitas estátuas enterradas, muitos estudos arqueoastronômicos a serem feitos e muitos portais multidimensionais a serem acessados.

Marcelo Dohdoh: Você acredita que os megálitos de Matakiterani têm alguma relação com os megálitos da ilha de Florianópolis?

Sim, acredito que são sítios astrofísicos, pontos de contato com os universos maiores, que mostram nossa parte no quilocosmo. São nossa parte na interação coletiva entre mais de mil universos que se interconectam com categorias de inteligência, tanto físicas como não-físicas. Acredito também que estes lugares são alguns dos “centros” usados para calcular o horizonte da terra em relação ao quilocosmo do universo maior. Todos eles guardam os segredos sobre a eternidade e estão aí para elevar nossa consciência.

rapa-nui_sussekind283

Daniel Marques: Sobre pedras e a pesquisa megalítica… Qual a maior inspiração e motivação em colocar em uma parte sua de vídeo os alinhamentos de solstícios e equinócios das pedras megalíticas de Florianópolis?

A inspiração veio depois que voltei da Ilha de Páscoa e descobri que na Ilha de Florianópolis e no litoral catarinense existe uma grande quantidade de monumentos megalíticos (a maior concentração por quilômetro quadrado no mundo). Comecei então a me aprofundar nas pesquisas arqueoastronômicas de Adnir Ramos, realizadas na Ilha de Santa Catarina. Eu jamais desconfiaria que onde moro existiam estes monumentos megalíticos, pensava que existiam apenas na Europa, na América Central, nos Andes etc. Mas não, é uma cultura global, está em todos os continentes, por diversos países.

Em várias partes do Brasil existem monumentos megalíticos que ainda não são reconhecidos. O Brasil guarda um conhecimento megalítico muito grande, tão grande quanto o da Europa. E ninguém sabe, diz-se que não existem monumentos megalíticos, que não existe uma arqueoastronomia no Brasil. Mas estão enganados: não existe porque nenhum foi estudado. Foi daí que veio a grande motivação, saber que onde eu vivo está repleto dessas enormes pedras colossais sobrepostas e toda uma pesquisa arqueoastronômica já iniciada. E como eu já estava produzindo uma vídeo parte na Ilha de Santa Catarina, pensei em misturar os dois temas: uma compilação de manobras sobre a Ilha de Florianópolis juntamente com as imagens dos alinhamentos megalíticos de solstícios e equinócios.

Esta vídeo parte teve início em dezembro de 2014 e agora está no estágio final de produção. É um vídeo inspirado nos legados imemoriais do litoral catarinense, com manobras realizadas dentro da ilha de Florianópolis. Uma homenagem a esse belíssimo lugar, com a intenção de compartilhar um conhecimento instigante dentro do mundo do skateboarding.

Fábio Cristiano: Como você vê esses redescobrimento de formações geofísicas no sul do nosso país, alinhadas com a Ilha de Páscoa? O que isso, na sua opinião, acrescenta à atual situação energética de evolução humana?

Vejo nisso um magnífico conhecimento que deve ser compartilhado e entendido pelo homem, e que não se limita apenas ao sul do nosso país. Existem outros pontos pelo Brasil, alinhados com a Ilha de Páscoa, que estão por serem descobertos.

[three_fifth_last]Quando o homem puder descobrir a conexão entre seu espaço de vida e as malhas axiatonais, controlando o corpo através da divisão celular contínua, terá uma nova superciência – conhecida como astronomia médica. Atualmente, o homem está sendo promovido a um novo programa biológico de criação.[/three_fifth_last]>

A importância dos monumentos megalíticos em relação ao nosso estágio de evolução atual acontece pela reconexão com o nosso ser cósmico, cada um de nós possui esse ser, que é a nossa imagem perante o Universo-Filho e o Universo-Pai, este ser contém todas as informações para a saúde e vida eterna. Devido à nossa capacidade de destruição, os “Senhores de Luz” entenderam que não seríamos capazes de manter a tecnologia e conhecimento que nos foi dado em nossas origens. Assim, eles retiraram de nós e esconderam as escrituras sagradas para que não tivéssemos acesso a elas até que o tempo chegasse. Nosso ser cósmico também foi separado de nós nesse momento.

Este avanço requer que suas linhas de acupuntura sejam estendidas até as linhas axiatonais que se conectarão diretamente com o Eu Superior. Porque se o homem quiser entrar em um desenvolvimento posterior da alma, deve conectar suas linhas axiatonais com seu EU Superior que também está ascendendo ao próximo nível quântico do Adam Kadmon, assim como o corpo do Adan Kadmon está ascendido a um programa inteiramente novo em nosso Universo-Filho. “Nos dias em que Adonai os chamar, dêem testemunho às nações da Terra para que a sabedoria da Terra seja degradada e sua consciência tridimensional não reine mais com o espírito de vocês”. (Hurtak, 1996).

rapa-nui_sussekind229

Daniel Marques: Nos rolês na natureza ou de skate, você não costuma se contentar só com o óbvio que o lugar oferece, sempre sai explorando, se aventurando de alguma forma, fazendo outros caminhos. Na ilha não deve ter sido diferente. Tem algum acontecimento interessante de alguma exploração pra contar?

Sim! Muitas! (Risos) Mas, na verdade, ao chegar na ilha de Rapa-Nui você não pode sair explorando qualquer lugar. É preciso respeitar as demarcações e os lugares sagrados.

Em certos lugares já existem trilhas demarcadas, por causa do alto número de turistas que frequentam a ilha durante todo o ano. E isso é necessário para não prejudicar o local: muitos chegam na ilha sem respeito, querem subir nas plataformas, querem tocar nas estátuas, e isso não pode!

Uma exploração inesquecível foi procurar a caverna de Ana o Keke. A entrada ficava no ponto mais oriental da ilha; seu nome significa “Caverna da inclinação do Sol”. Eu sabia que a caverna se encontrava a uns 20 metros abaixo de um penhasco, na região da península de Poiké. Mas sozinho não ia conseguir encontrar. Precisava de alguém que conhecesse bem o lugar. Depois de quase um mês, conheci uma francesa que acompanhou um pessoal que estava sendo guiado para chegar até essa caverna. Então, perguntei se ela conseguiria lembrar onde era a entrada e se poderia me levar até lá. Certo dia fomos em grupo para ver o sol nascer em Tongariki, em seguida fomos até Poiké e contornamos os penhascos pelo lado mais distante, até chegar na caverna. O resto do grupo nos abandonou quando se deparou com a caminhada que iríamos fazer. Depois de quase 6 horas de caminhada, chegamos ao suposto local: agora era só encontrar a entrada. Mas quem disse que a francesa lembrava onde era a entrada?

Comecei então a explorar, enquanto ela tentava se lembrar do local certo. Saí caminhando penhasco abaixo, tentando encontrar a entrada. Quando me deparei já estava a uma distância considerável, caminhando sobre um espantoso precipício que desce para o mar e que circunda toda aquela península. Eu estava a mais de cem metros de altura, sobre caminhos muito estreitos onde mal cabiam meus pés, um vento leste violento soprava de encontro aos rochedos e fazia esvoaçar a minha roupa; e o fazia de tal forma que me sentia desequilibrado e inseguro. Isso foi uma das sensações de mais atenção que já tive na Ilha, não podia errar um passo!

img_4292

Encontrei-me de novo com a francesa, e começamos a procurar novamente, até que ela finalmente encontrou o lugar de entrada da caverna… Uma entrada minúscula! Foi uma imensa emoção encontrar a entrada, um alívio! Então entramos… E notamos logo que as paredes da caverna estavam polidas e cheias de desenhos.

Imediatamente comecei a lembrar das histórias sobre essa caverna; o lugar sagrado de embranquecimento das virgens Neru. Neru era o nome dado a moças especialmente selecionadas que, nos velhos tempos, viviam confinadas nessa caverna profunda a fim de se tornarem tão claras e pálidas quanto possível para as festividades religiosas. Durante uma fase longa, extremamente longa, elas não podiam ver – por proibição – nem a luz do dia, nem outras pessoas; e o seu alimento era levado à caverna e introduzido através da abertura por mulheres nomeadas para tal fim. Os nativos ainda podiam recordar-se de que, quando a epidemia da varíola assolou a ilha toda, depois que os escravos voltaram do continente, o mal não atingiu as moças Neru. Mas elas morreram de fome, em sua caverna, porque então já não havia ninguém para lhes levar alimento.

img_4320

A gruta era bem pequena e estreita, tinha menos de um metro e meio de altura e não havia lugar para muito mais do que uma dúzia de crianças sentadas em fila, ao longo das paredes. Na parede ao fundo, havia um pequeno orifício que me fez lembrar de uma informação: se engatinhássemos, poderíamos penetrar mais de quatrocentos metros no interior da rocha.

img_4321

Então fomos adentro para conhecer mais. A caverna bifurcava-se, e logo adiante tínhamos de rastejar. Depois, o teto se ergueu e nós nos vimos num longo túnel, tão alto e tão espaçoso, que pudemos correr para ganhar tempo. Caminhávamos e engatinhávamos na escuridão. Depois de um longo trecho, chegamos a um lugar em que havia lama e água no chão. Ali, o teto ficava cada vez mais baixo. Não tínhamos outra alternativa: éramos obrigados a nos curvar, a avançar nos apoiando nos joelhos e nas mãos, metidos na água e no lodo. O teto se fez ainda mais baixo. Por fim, tivemos de nos deitar sobre o nosso estômago e nos contorcer para a frente, no seio da rocha – enquanto um lodo frio como gelo penetrava através da nossa camisa e das nossas cabeças. Passamos uns 30 minutos andando dentro da caverna, o ar começou a ficar ruim e então sentíamos calor. Decidimos voltar. Essa foi uma das experiência que me fez sentir vivendo em um filme (risos).

img_4323

Daniel Marques: Agradeço muito pela inspiração e motivação que são os rolês com você!

Gratidão pelas perguntas, para mim também é uma motivação os rolês com você, agradeço por tudo e bora gravar o terceiro vídeo da saga retorno anunnaki! (Risos).

Daniel Marques: Depois da sua experiência na ilha, do encontro com os seus irmãos mais velhos (Moai), de toda a exploração e contemplação que viveu lá, o que você percebeu que mudou em você, e consequentemente, no skate? Vitú antes e depois de Rapa Nui, (risos)

Mudou minha forma de ver a ilha, mudou minha forma de ver a vida. Acabei aprendendo mais sobre os monumentos megalíticos. Agora ajudo nas pesquisas de Adnir Ramos, na descoberta de novos monumentos megalíticos e no acompanhamento de novos alinhamentos arqueoastronômicos. Você começa a sentir uma certa diferença ao visitar e a interagir com estes lugares de poder, é muito benéfico para a energia do corpo e a paz da mente. Agora estamos sempre indo visitar as pedras e trazendo novas pessoas para compartilhar esses conhecimentos.

>[three_fourth]Depois de ver de perto a grandiosidade que são aquelas estátuas e os desafios que os antepassados tiveram que vencer, mudei minha forma de ver a vida. A sabedoria dos antigos, as energias e as sabedorias dos monumentos megalíticos me inspiraram a superar desafios, a amar a vida e ao próximo.[/three_fourth]>

Mas fui percebendo que não fazia sentido buscar os conhecimentos ancestrais se não buscássemos alinhar nosso dia a dia. Os ancestrais não acordavam às 11h da manhã… Por mais que seja difícil e aconteça uma decaída, devemos no mínimo buscar ter uma alimentação saudável, parar de contribuir com o envenenamento do nosso planeta e de nossos corpos, temos que agradecer e honrar a Mãe Terra pelo alimento que ela nos dá , ter ação compassiva com os outros, buscar uma visão espiritual, ver Deus em todas as coisas: dentro das outras pessoas, nos animais, no pó da Terra e no calor do sol. Hoje em dia a conexão com o planeta foi perdida, as pessoas acham que não é importante, mas é! A Ilha de Matakiterani me ensinou a amar a vida, enxergar o potencial e ser feliz para sempre.

img_8387

Fábio Cristiano: O que traz de bom para o skate estudar algo além de manobras e missões?

Acredito que traz uma visão mais ampla para a vida, ajuda também a não se manter limitado a um só conhecimento. Com certeza pode ajudar você a andar melhor de skate e a se desenvolver melhor no mundo.

Daniel Marques: Conta algum ensinamento ou mensagem que você tenha captado dos Moais para trazer pra nossa civilização atual.

Há uma regra que diz que você encontrará aquilo que você procura, pois a intenção da consciência humana é absoluta. Mas, se sua intenção é olhar as estátuas, é isso que você receberá – e nada mais.

Klaus Bohms: Uma vez que você estava dormindo em casa cheguei da rua e você estava vidrado num documentário sobre sereias, me contando com empolgação sobre a existência delas. Descobriu algo novo?

Sim, eu estava empolgado com aquele documentário, mas parei de me interessar e não procurei mais nada sobre. (Risos)

Klaus Bohms: Pra terminar… 1 milhão de reais ou uma ida à lua?

Queria 1 milhão de reais para ajudar amigos e família, comprar Gongs Planetários, Tigelas de Cristal e sair viajando com o skate para conhecer todos os lugares de poder da Terra… Mas, com certeza prefiro ir para a Lua, pois é mais difícil.

rapa-nui_sussekind267

Leia Vista 067.

Por. vista

A Morte do Impresso

A morte é um período transitório. Não um ponto final. Precisamos aceitar as mudanças. Elas são boas. Significam novas possibilidades. E são estas partes que vão pavimentando o caminho da evolução. A Vista como você conhece, termina agora. Sem choro, nem vela. Mas tranquilo, nossa alma, segue viva e ativa. Você pode nos ver e reconhecer em tantos espaços que nem imagina. E seguiremos por esses caminhos da vida.

Dito isso, façamos como a sabedoria dos hermanos mexicanos nos ensinaram e vamos comemorar num dia onde tudo se encontra. A vida e a morte, o real e o mágico, o conteúdo e a produção. Uma revista, um evento. Você! Sim, a parte mais importante para que tudo faça sentido

Vamos ocupar a rua!
Vem pro VISS BLOCK PARTY
16.12 - 15h | Casa da Vista - SP